Fatos cronológicos



Por Elis de Sisti Bernardes


Primórdios - As terras onde hoje se localiza o município de São João do Itaperiú eram habitadas por índios Guaranis. Nessa região passava um caminho utilizado pelos índios ao se deslocarem do interior do continente até a costa, denominado Peabiru.

A partir de 1810 - A região da margem Sul do rio Itapocu começa a receber seus primeiros povoadores. Com a chegada desses povoadores, os índios botocudos, que ocupavam a região fugindo da perseguição em outras regiões do país, passaram a ser denominados de "bugres" e eram vistos como uma ameaça, assim como esses novos povoadores para os índios, o que resultou na ocorrência de desavenças entre brancos e bugres.

1846O rio Itaperiú aparece representado cartograficamente pela primeira vez no mapa de demarcação e medição das terras da colônia Dona Francisca, que compreende os terrenos adjacentes, elaborado por Jeronimo Francisco Coelho. Neste mapa aparece o desenho de dois rios que se unem formando um só, desaguando no Rio Itapocú, com seu nome grafado como "Ribeirao do Itaperiu".

1846 - José Zeferino de Azevedo já possuía terras no Itaperiú e foi Demarcador Juramentado da Província de Santa Catarina, fazendo a medição e demarcação dos terrenos concedidos naquele ano no Rio Itaperiú.


10/10/1846 -  José Conrado Moreira recebeu a concessão de 200 braças de terras de frente (de Norte ao Sul) com mil braças de fundos (de Leste a Oeste) na margem do Rio Itaperiú. As terras extremavam ao Oeste com terrenos devolutos, a Leste com terras do Tenente Coronel Francisco de Oliveira Camacho, pelo Sul com José Zeferino de Azevedo e pelo Norte com terras concedidas a João Furtado Miguel.

10/10/1846 -  João Furtado Miguel recebeu a concessão de 200 braças de terras de frente (de Norte ao Sul) com mil braças de fundos (de Leste a Oeste) na margem do Rio Itaperiú. As terras extremavam ao Oeste com sertões devolutos, a Leste com terras do Tenente Coronel Francisco de Oliveira Camacho, pelo Sul com José Conrado Moreira e pelo Norte com terras devolutas.


A partir de 1860 - A região começa a receber mais povoadores, formados por descendentes dos açorianos que chegaram ao litoral catarinense entre os anos 1748 a 1756, surgindo a comunidade do Itaperiú, as margens do rio Itaperiú e do rio São João.

1861 - As terras itaperiuenses passaram a pertencer oficialmente à São Francisco do Sul, sendo incorporadas ao distrito da Barra Velha de Itapocú, uma freguesia com a invocação de Glorioso São Pedro de Alcântara e Virgem Imaculada Nossa Senhora da Conceição.

24/06/1865 - Primeiro relato da fé dos habitantes da região em São João, quando ocorreu um naufrágio na costa de Barra Velha envolvendo alguns combatentes que regressavam da Guerra do Paraguai. Sendo dia de São João, os náufragos salvaram-se graças à enorme fogueira que ardia em terra firme.

14/09/1967 - Foi criado o 4º Esquadrão de Cavalaria da Guarda Nacional com duas companhias na Freguesia de Barra Velha, subordinado ao Comando Superior do Município de São Francisco. (Decreto nº 3.961)

21/12/1872 - Frutuoso Soares da Costa recebeu a concessão de 250.000 braças quadradas de terras no Rio Itaperiú.

08/11/1873 - José Felício de Borba recebeu a concessão de 300.000 braças quadradas de terras no Itaperiú.

1876 - O distrito de Barra Velha foi incorporado ao município do Paraty. 

1877 - O engenheiro Emilio Carlos Jourdan ofereceu gratuitamente seus serviços para o fim de discriminar os terrenos devolutos situados ao sul do rio Itapocú, entre o limite leste do patrimônio de Suas Altezas os Srs. Conde e Condessa d'Eu, e os terrenos herdados ou comprados ao Coronel Camacho na Província de Santa Catarina. O Ministério da Agricultura aceitou esses serviços e determinou que o engenheiro fosse revestido da jurisdição de Juiz Comissário ad-hoc.

Década de 1880O Itaperiú passa a receber novos povoadores, em sua maioria descendentes de açorianos provenientes de Camboriú e Itajaí. Surgiram então as primeiras indústrias, engenhos de serrar movidos a água, engenhos de pilar arroz, e os primeiros comércios de fazendas e secos e molhados. Nessa época todo o acesso terrestre era extremamente deficitário, as estradas eram picadas abertas no meio do mato. Basicamente todo o fluxo de mercadorias e comunicação era feito por embarcações de cabotagem que intermediavam o comércio local com os portos da região. A população era em sua maioria constituída por lavradores e sustentada pela agricultura e criação. A produção de farinha de mandioca e açúcar constituíam as principais atividades econômicas.

16/09/1880 - Clarinda Luiza Garcia, viúva de Justino Francisco Garcia, pediu ao Estado para comprar 300 braças de terras de frente com mil de fundos, no rio Itaperiú.

04/11/1880 - Eduardo Soares da Costa pediu ao Estado para comprar 500 braças de terras de frente e 500 de fundos, no Sertão do rio Itaperiú. José Pereira Soares e outros pediram ao Estado para comprarem 250 braças de terras de frente com 500 de fundos, no rio Itaperiú.

13/12/1880 - Requereram terras no município de Paraty, os moradores na Freguesia de Barra Velha, José Felício de BorbaSerafim José de BorbaDomingos José de BorbaJoão Felicio de Borba, José de Borba Coelho, João Claudino e Manoel José de Souza.

1881O distrito de Barra Velha se desligou do município do Paraty e voltou a ser distrito de São Francisco.

08/1881 O Governo do Estado de Santa Catarina convocou para provar a posse e cultura e assinarem a escritura de compra das terras ao Sul do Rio Itapocu, pelo preço mínimo da lei, sob pena de proceder-se a despejo, as pessoas estabelecidas nas mesma terras: José Lourenço da Silva, Gabriel e Affonso Beausisse, João Pereira Catharina, Luiz Rodrigues de Carvalho, Bento Ricardo de Souza, Joaquim Athanasio da Costa, Simplicio Manoel da Silva, João Vicente Victorino, Francisco Miguel d'Oliveira, João José Vieira, Bernardo da Rosa, e os herdeiros de Francisco Joaquim da Rosa.

10/1881 - Sotero José Coelho e Felicio Borges requeram ao Estado para comprar 900 braças de terras de frente com 500 de fundos, no Itaperiú.

05/10/1881 O Governo do Estado de Santa Catarina convocou para provar que possui morada e cultura habitual nas terras devolutas para obterem título de compra das terras que ocuparem, pagando o preço delas: Bernardino José da Rosa, viúva e filhos de Valentin Izidro de Souza, Carlos Walter, José Leocadio da Silveira e Charles Augustin Caffier.


16/11/1881 - Foram postas a venda, pelo Estado, as terras devolutas no Itaperiú que foram requeridas por Sotero José Coelho, Feliciano José Coelho e Joaquim Felicio Borges. Assim como em 28 de dezembro.

29/12/1881 - O Estado aceita o lance de dois réis por braça quadrada dado por Sotero José Coelho, Feliciano José Coelho e Joaquim Felicio Borges, das terras requeridas por eles no Itaperiú.

1882O distrito de Barra Velha foi anexado novamente ao município do Paraty.

03/1882 - Carlos Walter, morador no Itapocú, possuía um terreno no Itaperiú, que já havia requerido sua compra há 14 anos ao Estado, mais ainda não havia pago, que estremava, pelo Nordeste com os herdeiros do Capitão Alberto e Thomas Antonio, pelo Sul com Florencio Pereira da Silva, pelo Leste com o próprio Walter e Geraldino Soares da Costa, e pelo Oeste com o ribeirão Ai. Este terreno havia sido arrendado para Pedro da Cunha, que nele construiu benfeitorias e fez lavouras.

17/04/1882 - Jeremias José Bernardes pediu ao Estado para comprar terras no braço do rio Itaperiú.

01/07/1882 - João Leal de Souza Nunes pediu ao Estado para comprar mil braças de terras de frente com mil de fundo, no lugar denominado Cento do Itaperiú, ao sul do rio Itapocú.

07/08/1882 - José Gonçalves de Souza e outros pediram ao Estado para comprar 400 braças de terras de frente com 500 de fundos, no Itaperiú.

25/01/1883Joaquim José Vicente de Mello pediu ao Estado para comprar 900 braças de terras de frente com 500 de fundos no rio Itaperiú. João José Zeferino de Azevedo e outros pediram ao Estado para comprar mil braças quadradas de terras no rio Itaperiú.

19/02/1883 - João Gonçalves de SouzaJoaquim José Vicente de MelloJoão José Zeferino de Azevedo, e João Luiz dos Santos pediram ao Estado para comprar 500 braças de terras de frente com 500 de fundos no Itaperiú, no Sul do Rio Itapocu.

07/04/1883 - Por Maria Joaquina da Conceição não ter realizado a compra dos terrenos que requereu, no lugar Reveso de Cima, do lado Sul do Rio Itapocu, Izabel Gomes Vieira pediu para comprar os ditos terrenos visto ter sido ela a primeira que os requereu.

18/12/1883 - Feliciano José Coelho, morador no Itaperiú, requereu ao Estado para comprar 800 braças de terras de frente com 1.000 de fundos, no Itaperiú.

16/02/1884 - Manoel Luiz da Luz e outros, pediram ao Estado para comprar 800 braças de terras de frente com 600 de fundos, no Sertão do Itaperiú.

19/03/1884 - Manoel Joaquim Pereira pediu ao Estado para comprar cerca de 250.000 braças quadradas de terras no Ribeirão do Salto.

07/04/1884 - João Damasceno da Veiga e Gabriel Maria da Veiga Junior pediram ao Estado para comprar terras no Itaperiú.

1885 - No inventário do Major Manoel Antonio Vieira consta dentre suas posse: 292 braças no lugar denominado Ai, na margem direita do Rio Itapocu, fazendo fundos com terras devolutas, oeste com os herdeiros de Carlos Walter, leste com quem de direito fosse.

1885 - No inventário de Carlos Walter, consta dentre suas posse: 69 braças de terras no lugar denominado "Ai", na margem direita do Rio Itapocu, fazendo fundos com terras devolutas, estremando, pelo Leste, com terras dos herdeiros do Major Manoel Antonio Vieira, e, pelo Oeste, com terras dos herdeiros do finado Francisco Luiz Fagundes, estimadas em 464 mil réis.

07/01/1885 - Manoel Rocha dos Santos e Vicente José da Rocha pediram ao Estado para comprar , cada um, 500 braças de terras de frentes com 1.000 de fundos, no ribeirão de São João, no Sertão de Itaperiú.

19/03/1885 - Gabriel Maria da Veiga, Antonio José da Costa e José Vicente Coelho pediram ao Estado para comprar terras no Itaperiú.

09/1886 - Joaquim José Vicente de Mello já morava no Itaperiú.

11/1886 - Ledovino José dos Santos já morava no Itaperiú. Manoel Antonio Martins já morava no Itaperiú.

1888 - A Família Bernardes se muda para o Itaperiú, estabelecendo-se na atual localidade da Mantiqueira.

04/1889 - Damasio José Machado já morava com sua família no Itaperiú.

04/09/1889 - Manoel Antonio Martins pediu ao Estado para comprar 200 braças de terras de frente com 350 de fundos, mais ou menos, no rio São João do Rio Itaperiú da Barra Velha.

10/1889 - Ignacio Antonio Forte já morava com sua família no Itaperiú.

12/1889 - Joaquim Gonçalves de Souza já morava com sua família no Itaperiú.

01/1890 - Lino Antonio da Rocha já morava no Itaperiú. Manoel Cunha de Souza já morava no Itaperiú.

02/1891 - João Alexandre Corrêa já morava no Itaperiú.

1896 - Foi concluída a estrada que liga Massaranduba ao Itaperiú.

1897 - Foram concedidas terras no Itaperiú a Valentim Wurges, Henrique Guilherme, Guilherme Bauher Filho, Andreas Bauler, Wilhelm Banher e Valentim Wirth.

08/1897 - Foi aprovada a venda do lote n. 23, no Ribeirão Itaperiú, a Guilherme Bauler Filho, por 380$000.

10/1897 Antonio Silvestre da Silva já morava no Ai, na atual localidade de Santa Luzia.

1898Foram concedidas terras no Itaperiú a Júlio Vilhovock, Lourenço Kutz, Henrique Brumüller, Lourenço Kretz e Lourenço Bruhmüller.

Fim do século XIX - a região do atual município era composta pelas localidades do Itaperiú, São João, Ai, Limoeiro, Morro dos Monos e Ribeirão do Salto. As celebrações da igreja católica, principal religião, ocorriam na casa dos moradores, em grande parte no oratório particular de Domingos José de Borba.

Início do século XX - Começaram a chegar mais imigrantes europeus, em sua maioria alemães, italianos e poloneses, já estabelecidos na região, principalmente das vizinhas Luiz Alves e Massaranduba. 

12/05/1901 - O Governador de Santa Catarina, Filipe Schmidt, visita o Itaperiú. Vindo do Itapocú, onde almoçou na casa de Onofre Régis, ao atravessar a ponte do Itaperiú, o Governador era esperado por grande quantidade de pessoas, que o saudaram entusiasmadamente. Após pequena demora, seguiram todos a cavalo, tomando depois os carros para chegarem a Blumenau. Seguiram para a casa de Henrique Wulf, no Guarani-açú, onde foram recebidos por Cunha Silveira, entre outras pessoas. Ali o Governador pernoitou e prosseguiu por Massaranduba, Itoupava, chegando em Blumenau neste mesmo dia.

190? - João Baptista Dal Ri se muda para o Itaperiú, onde comprou uma grande área de terra na região em que hoje é o Centro, com a intenção de vender pequenos lotes e criar ali uma comunidade. 

190? - A pequena vila precisava de uma igreja, que foi construída no terreno doado por João Baptista Dal Ri.

01/01/1903 - A Escola do Itaperiú foi suprimida pelo Vice-governador do Estado.

1903 - O Hiate Itaperiú navegava de Itajaí ao Norte de Santa Catarina (O hiate é uma embarcação costeira, que aparelha com dois latinos e duas velas de proa). Em 1904 a Companhia Geral de Seguros pagou o valor de uma carga de mercadorias deste Hiate que havia sido avariada.

20/08/1903 - O escritor Carlos Ficker cita que ele, seu tio João Gomes e o alemão Gilbert passaram pelo Itaperiú em viagem de Joinville a Blumenau (FICKER, Carlos. Uma viagem de Joinville a Blumenau em 1903).

1908 - Um barco movido a querosene é utilizado para levar pessoas e mercadorias do Itaperiú até Paraty, passando pelos rios Itaperiú, Itapocú e Paraty, trajeto este que até então era feito com barcos movidos a remo.

1908 - Foi construído no Itaperiú um rebocador cujo casco media 16 metros de comprimento. A força de seu motor era de 12 cavalos, podendo este rebocar três lanchões carregados.

04/1910 - Os colonos residentes no Itaperiú, Massaranduba, Braço Miguel e Braço Elza, estes dois últimos em Luiz Alves, enviaram um abaixo assinado ao Governo do Estado pedindo uma estrada de rodagem.

05/1911 - Bispo Dom João Becker passa pelo Itaperiú em visita pastoral ao Norte de Santa Catarina.

09 e 10/1911 - Grandes chuvas na região.

10/1911 - Ocorreram enchentes por toda a região. Os rios Itapocú e Itaperiú e os ribeirões afluentes ficaram cheios e correntosos, transbordando e alagando pastos e roças. Várias casinhas de famílias desabaram e rolaram rio abaixo, ficando elas apenas com a roupa do corpo. Um engenho de serra desceu pelo Itapocú, encalhando perto da Barra. As plantações desapareceram, assim como as criações e mercadorias que por lá existiam. Várias pontes foram levadas pelas águas e as estradas alagadas, não permitiam o transito de carros. Os moradores ficaram sitiados por muitos dias, sofrendo de fome, se alimentando escassamente do pouco gado e aves que restaram.

1916 - A capela de São João recebe a imagem de São João Batista, trazida de São Paulo por João Baptista Dal Ri. Assim, o Santo foi elevado Padroeiro da localidade, vindo mais tarde a comunidade do Itaperiú a ser associada ao padroeiro de sua capela, passando a ser chamada de São João do Itaperiú.

1917 - Foi criada a Escola Mista de Ribeirão do Salto.

07/1917 - O Inspetor Escolar Altino Flores visita a Escola do Itaperiú.

08/1917 - Começa a construção da nova Estrada que liga Joinville à Penha de Itapocoroy, com prolongamento até o Itaperiú.

09/1920 - Foi criada a Agência Postal dos Correios no Itaperiú. 

04/1921Foi criada a Linha Postal dos Correios que ia de Massaranduba ao Itapocú, com 24 quilômetros, passando pela agência do Itaperiú, com quatro viagens mensais.

1923 - Paraty perdeu a condição de município e voltou a fazer parte de São Francisco do Sul. Durante este período Paraty era administrada por um Conselho Municipal, uma espécie de Câmara de Vereadores, composto por cinco membros: Crispim Henrique Ferreira (presidente), Jovenal Pereira Walter, Hercílio Rosa, Onofre José Bernardes e Emílio Manoel Junior. Crispim, morador no Ribeirão do Salto e Onofre, no Itaperiú. 

1925 - Paraty voltou à categoria de cidade. 

25/05/1925 - Houve a mudança da sede da intendência municipal, que passou de Barra Velha para São João do Itaperiú. 

1926 - O distrito de Barra Velha estava sob a jurisdição político-administrativa do município do Paraty, que se emancipou definitivamente. 

20/12/1929 - José Manoel de Faria foi exonerado do cargo de Agente dos Correios do Itaperiú.

05/1930 - Primitivo Julio dos Passos é nomeado Agente dos Correios do Itaperiú.

1943 - O município do Paraty passa a se chamar Araquari.

1956 - Foi criado o município de Barra Velha, tomando posse o primeiro prefeito, que governou até 06 de maio de 1957.

06/05/1957 - Barra Velha volta a ser distrito de Araquari. 

10/1960 - O Ministério da Agricultura aprovou o termo de acordo com o Estado de Santa Catarina que visava a construção da linha de transmissão de energia elétrica entre Joinville, São João do Itaperiú, Barra Velha, Piçarras e Penha. O Ministério da Agricultura investiu 4 milhões de cruzeiros na obra.

1961? - A energia elétrica chega a São João do Itaperiú, sendo inaugurada por Floripe José Bernardes

07/12/1961 - Barra Velha se emancipa definitivamente. São João do Itaperiú passa a fazer parte do município de Barra Velha, que com sua emancipação, desmembra-se de Araquari. Foi nomeado para prefeito o senhor Thiago Aguiar

1963 - Foi realizada a primeira eleição, quando foi eleito prefeito pelo voto direto, Bernardo Aguiar. À época a localidade de São João do Itaperiú possuía forte representatividade política, elegendo três, dos seis vereadores. 

1965 - Foi criado o distrito de São João do Itaperiú, subordinado ao município de Barra Velha, que passa a ser constituído de dois distritos: Barra Velha e São João do Itaperiú.

Por volta de 1965O Governo liberou verbas para empréstimos aos agricultores. Com isso houve grande produtividade e consequentemente a queda dos preços, o que não possibilitou aos agricultores o pagamento de suas dívidas. Muitos dos agricultores tiveram que vender suas terras e migrar para centros maiores, momento em que houve grande êxodo rural em São João do Itaperiú.

29/03/1992 - Emancipação de São João do Itaperiú através da Lei nº 8.549, desmembrado-se de Barra Velha.

03/10/1992 - Através de eleição direta elegeram-se o Prefeito José Acácio Delmonego e o Vice-Prefeito Alzerino Bernardes.

01/01/1993 - O município de São João do Itaperiú é definitivamente instalado administrativamente.



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