Primeiros comércios e indústrias


Por Elis de Sisti Bernardes



1. Primeiros comércios e indústrias na região


1.1 São Francisco do Sul


Em 1797, a cidade de São Francisco do Sul possuía 19 engenhos de aguardente e 14 engenhos de mandioca e 1 curtume de couro. Não registro de engenhos e fábricas de açúcar, engenhos de pilar arroz e atafonas de trigo.

Na Ilha de São Francisco havia 8 lojas de fazendas (tecidos), embora com produtos bem simples e de muito baixa qualidade, comparado com os da Ilha de Desterro, visto a simplicidade dos vestiários utilizados pelos moradores, sendo que a maioria residia a maior parte do tempo em suas roças, fora da Vila. Eram os proprietários:
- Capitão Francisco Leite de Moraes
- Francisco de Paula
- José Moreira Garcês
- Manoel Leite de Magalhães
- Manoel de Oliveira Cercal
- Manoel Pereira da Costa
- José da Silva de Faria
- Francisco dos Santos

Havia uns poucos prestadores de serviços que sofriam com a falta de ferramentas e aviamentos para realizarem seus ofícios. Eram 7 alfaiates, 3 sapateiros, 6 ferreiros, e 1 tanoeiro.

As 19 tavernas vendiam aguardente de cana, erva de mate, fumo, bananas, pano grosso de algodão; muito pouco azeite doce, vinagre e aguardente do reino.Dentre os produtos produzidos pelos moradores, era em sua maioria mandioca.



1.2 Vila de Paraty

Na primeira década do século XX, na Vila de Paraty havia os seguintes estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:

Advogado:
- Dr. Francisco José Dias de Almeida (Primeiro prefeito de Paraty) (1909-1915)

Alfaiataria:
- Heleodoro Severiano Borges (Em 1914 transferiu-se para Jaraguá do Sul)
- Genezio Borges de Aquino (1915)
- José Borges de Aquino (1915)
- Germano Hermogenes de Oliveira (1915)
- Germano Carvalho & Irmão (1930)
- Juvenal Vieira (1930)
- Honorato Alves (1930)

Fotógrafo:
- Henrique Othomad (1910-1914)
- Padre Theodoro Borgmann (1915)

Funilaria:
- Affonso Marques de Oliveira (Antes de 1909-1910 Em 1914 mudou-se para Rio Negro)

Marcenaria:
- Henrique Froytag
- Vicente Olavo de São Thiago (1910-1915)

Latoaria:
- Antonio José Leandro (1910-1915)

Sapataria:
- João Luiz Borges (1910)

Carpinteiros:
- Antonio de Mira (1909-1930)
- Antonio Xavier Vieira (1909)
- José Antonio de Mira (1909)

Carpinteiros e marceneiros:
- Domingos Cabral (1930)
- Eduardo Kormann (1930)
- Sociedade Ind. Paraty Ltda. (1930)

Além dos populares comércios de fazendas, secos e molhados. Esses estabelecimentos se distribuíam por toda Paraty, entre os proprietários, em 1909 já havia:
- Sprotte & Irmão: 1909-1930 (Em 1930: "Irmãos"; em 1930 também era armeiro e cutileiro; e loja de calçados e chapéus; e de ferragens, louças e tintas)
- Antonio José da Silva (1910)
- Geraldo Henrique Ferreira 
- Honorato Antonio de Miranda (1909-1915)
- João Dionisio de Moraes: já era negociante antes de 1889.
- João Leal da Silva: já era negociante antes de 1893, morou no Itaperiú antes de 1904.
- João Pereira da Costa Lima (1909-1915)
- Joaquim Corrêa de França (1909-1915)
- Jorge Mussi: 1909-1930 (Em 1930 também era loja de calçados e chapéuse vendia lenha e carvão)
- Leocadio Astherico Nunes (Pinheiros, atual Barra do Sul): já era negociante antes de 1893 (1909-1915)
- Manoel Felix Moreira (1909-1915)
- Paulo Steim (1909-1915)
- Sergio Mathias do Amaral (1909-1915)

Comércio de secos e molhados:
- Alberto Militão da Silveira 
- Antonio Ambrosio Gasino 
- Antonio Evangelista 
- Antonio França 
- Antonio José Caetano 
- Dionisio José dos Santos 
- Estevão Domingos das Neves (1909-1930) (Em 1930 também era loja de ferragens, louças e tintas)
- Francisco Antonio Budal 
- Guilherme Sitgsal 
- Jesuino Pacheco da Maia 
- João da Silva 
- João Francisco da Silva (1909-1915)
- João Marcollino das Neves 
- João (Cypriano?) Mendes (Araquari): já era negociante antes de 1903.
- João Pedro da Silva Belem (1909-1915)
- Joaquim Rodrigues da Silveira (1909-1915)
- José Bento Gonçalves 
- José Fernandes de Miranda (1909-1915)
- José Francisco Alves (1909-1915)
- José Pereira da Costa Junior 
- Manoel Budol da Rosa 
- Marcellino Ignacio Vieira 
- Patricio Florencio da Silva 
- Pedro Fernandes de Miranda (1909-1915)
- Polycarpo de Mira 
- Reinaldo de Sousa Oliveira 
- Valentim Dias do Rosario

Também haviam as oficinas de fabricar foguetes de:
- Antonio da Maia França (1909-1915)
- Antonio José Caetano (1909)
- Calisto Machado de Oliveira (1909)
- Francisco Angelo Cardoso (1909-1910)
- Jesuino Pacheco da Maia (1909)
- João Januario da Costa (1909-1915)
- João Martinho d’Oliveira (1909-1915)
- João Claudino Machado (1915)
- Justino Martins do Rozario (1915)

Engenho de pilar arroz movido a água: 
- João Sotter Corrêa (1909-1930)

Engenho de serrar movido a água:
- Asseburg & Cia. (1909-1910)

Fábrica de cal:
- Antonio Xavier (1909-1910)
- Francisco Gomes de Oliveira (1909-1910)
- Gentil Trippia (1909-1915)
- Frederico Burtroltz (1930)
- João Silveira (1930)

Secadores de camarões:
- Antonio Justino de Sousa (1910) 
- Aprigio Anthero da Costa (1910-1915) 
- Chrispim Antonio de Mira (1910) 
- Custodio Angelo de Oliveira (1909-1915) 
- João Budas Arina (1910) 
- João dos Santos Baptista (1910) 
- João Marcos de Oliveira (1909-1910)
- João Rudas Arins (1915)
- Joaquim Baptista Gonçalves (1910-1915) 
- Joaquim Saturnino Lopes (1910) 
- José Antonio de Mira 
- José Fernandes de Miranda (1910) 
- José Francisco Alves (1909-1915) 
- José Theophilo Porto (1909-1910) 
- José Salvador Gonçalves (1910-1915) 
- Marcellino Antonio Ferreira (1909-1915) 
- Martinho Fernandes de Almeida (ou de Miranda) (1910-1915) 
- Miguel Budas de Almeida (1910-1915) 
- Pedro Fernandes de Miranda (1910-1915) 
- Pedro Antonio de Mira (1909-1910) 
- Polycarpo de Mira (1909) 
- Saturnino Antonio de Sousa (1910-1915) 
- Saturnino Castello (1909) 
- Valentim Dias do Rosario (1909-1910)

No fim desta primeira década o município de Paraty já cultivava e exportava arroz, farinha de mandioca, café, açúcar, feijão, bananas e outras frutas, além de manteiga, banha, entre outros. Um outro ramo de destaque era a exportação de madeiras de construção, como araribá, peroba, canela preta, massaranduba, ipê, cedro, entre outras.

Na segunda década do século XX, em Paraty, já existiam os seguintes estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:

Hotéis:
- Benedicto Santos (1915)
- Cyro Antonio Moreira (1915)
- Lucio Thomazelli (1930)

Ferraria:
- Porfirio Augusto Borges (1915)

Marcenaria:
- Antonio de Mira Prattes (1915)
- João Jesuino de Mira (1915)

Relojoaria:
- Arthur Candido Pereira (1915)

Comércios de fazendas, secos e molhados:
- Candido dos Santos (1915)
- Carvalho & Filho (1915)
- João Antonio Gomes (1915)
- João Bento de França (1915)
- João Felix Moreira (1915)
- Julia Tavares Oliveira (1915)
- Manoel José de Farias (1915)
- Thomaz de Aquino Nunes (1915)
- Tertuliano Demeciano da Silva (1915)

Serraria a vapor:
- Carvalho & Filho (1915)

Fábrica de manteiga e banha:
- Paulo Stein (1915)

Olaria:
- Manoel Alves da Costa (1915)

Em 1930, o município de Paraty já contava com os seguintes estabelecimentos comerciais, indústrias e profissionais:

Açougue:
- Henrique Pereira (1930)
- Quirino Henrique Ferreira (1930)
- Satyro Gonçalves Dias (1930)

Agências de companhias de seguros:
- Standard Oil (1930)
- Texas Company (1930)

Bancos e agências bancárias:
- Hoepcke Reis, correspondente do Banco do Brasil e Banco Nacional do Comércio (1930)

Barbeiro:
- Euclydes Rocha
- Manoel Fructuoso Vieira
- Pedro Florencio Pereira

Armarinho, fazendas e modas:
- Luiza de Mira

Bazar:
- João Hormio A. Souza

Lojas de ferragens, louças e tintas:
- Custodio Angelo de Oliveira (1930)

Lenha e carvão:
- Custodio Angelo de Oliveira (1930)
- João N. Souza (1930)

Botequim e bar:
- Manoel de Miranda (1930)

Cortume:
- Albino Rocha (1930)

Fábrica de conservas:
- Emilio Krause (1930)

Engenhos de aguardente:
- Bonifacio Chrisanto (1930)
- Hercílio Rosa (1930)
- José Cordeiro (1930)
- José d'Oliveira (1930)
- Procopio Amaral (1930)
- Roberto Reinert (1930)

Usinas de açúcar:
- Alexandre Floriano (1930)
- Amaro Sebastião Deziderio (1930)
- Bellarmino J. Borba (1930)
- Bernardino Borges (1930)
- Bertolino Ribeiro (1930)
- Bonifacio Chrisanto (1930)
- Fabricio Ribeiro (1930)
- Francisco Cabral (1930)
- Ozorio Ignacio (1930)
- Procopio Amaral (1930)
- Roberto Reinert (1930)

Comissões, consignações e conta própria:
- Calixto Pereira Lima (1930)

Companhias, empresas e sociedades:
- Hoepcke & Cia. (1930)
- Sociedade Ind. Paraty Ltda. (1930)

Proprietário de trapiches:
- Hoepcke & Cia. (1930)



1.3 Freguesia do Itapocú


Na Freguesia do Itapocú haviam os seguintes estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:

Negociantes:
- Miguel Leal de Souza Nunes: antes de 1889-1891.
- José Antonio Lopes: antes de 1889.
- Frontino Vieira Rebello: antes de 1892 a 1898.

Farmácia:
- Albano Leal Nunes Junior (Itapocú?): Era prático licenciado. Veio da Vila de Tijucas, onde tinha sua farmácia. Atuou de 1907 a 1913. Em 1914 tornou-se telegrafista e mudou-se para Joinville.

Sapataria:
Augusto Julio dos Passos: antes de 1891, após 1893 mudou-se para o Itaperiú.
- Geraldo Henrique Ferreira: antes de 1909.

Comércios de fazendas, secos e molhados:
- Manoel Jacintho Duarte: 1915, já era negociante antes de 1889.
- Manoel Vieira Rebello (1909) já era negociante antes de 1899.
- Onofre Francisco da Rosa (1909-1915) (já era negociante antes de 1891)
- Tito-Livio Venancio da Rosa (1909)

Comércios de secos e molhados:
- Emygdio Joaquim da Silveira: era negociante antes de 1889 e após 1912.
- João Vieira da Conceição (Itapocú?): 1909

Engenhos de aguardente:
- Catulino Onofre Rosa (Itapocú) (1930)



1.4 Guaramirim

Guaramirim, localidade vizinha ao Itaperiú, também pertenceu ao município de Paraty, e lá, os primeiros comércios foram os seguintes:

- Ludovico Fuzil (Ludwig Fossile): Primeiro comerciante e açougueiro.

Comércio de fazendas, secos e molhados:
- João Stein (Johann Gottlieb Stein) (Itapocuzinho I, atual bairro Imigrantes), filial com matriz em Joinville: 1890 a 1912 (após 1912 foi transferida para Jaraguá do Sul). Esse comerciante também possuía um porto às margens do Rio Itapocú.
- José Vicente Caetano da Rosa: já era negociante antes de 1892.

- Julio Friedeman: Era lavrador, mas entendia de medicina homeopata.

- Carlos Schaefer: Desenvolvia pequena farmácia homeopática, era sapateiro e nas horas vagas ainda atendia uma fábrica de aguardente (A partir de 1887),

A inauguração da Estação Ferroviária, em 1910, fortaleceu o comércio local. Em 1930, teve início o ciclo da industrialização, destacando-se as indústrias de cana de açúcar, cachaça e cerâmica.

Guaramirim se tornou um distrito em 1919, uma vila em 1938, e finalmente um município em 28 de agosto de 1948.



1.5 Jaraguá


Ainda no século XIX, já existiam no Jaraguá, os seguintes estabelecimentos:

Vendas:
- Vitor Rosemberg: A partir de 1890-1900. Em 1900 é vendido para Georg Czerniewicz.
- Max Schubert: antes de 1893.

Bar:
- José da Silva Porto: antes de 1893.

As primeiras indústrias locais tiveram início com o comércio e com o conhecimento trazido pelos colonizadores, que começaram a industrializar seus produtos agrícolas através dos engenhos de açúcar e aguardente. Com o passar do tempo surgiram as olarias, as serrarias, as fábricas de charutos, ferrarias, queijarias e açougues. Atualmente, as indústrias têm grande importância na economia jaraguaense.



1.6 Freguesia/Distrito de Barra Velha


Em Barra Velha, nas primeiras décadas do século XX, já haviam os seguintes estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:

Negociantes:
- Antonio Rodrigues de Moura: antes de 1889-1890.
- Nazario Caetano da Silva: antes de 1889.
- Belarmino Justino Garcia: antes de 1891.
- Antonio Ignacio da Silveira: antes de 1891.
- José Lopes de Moura: antes de 1891; após sua morte, antes de 1907, seu filho Eloy Lopes de Moura também foi negociante.
- José Antonio de Moura (filho de Antonio Rodrigues de Moura): antes de 1892.
- Antonio Queiroz de Almeida: antes de 1893.
- Joaquim Gregorio Machado: antes de 1893.
- João Alberto de Borba: antes de 1895.
- Isidro Borges Pitta: antes de 1898 a 1900.
- Julio Martins de Carvalho: antes de 1898.
- José Antonio dos Santos: antes de 1899.
- Sergio Tolentino Borges: antes de 1905.
- Francilicio Roza da Silveira: antes de 1908 e após 1920.
- João Cardozo da Silva (Itinga): antes de 1908.
- Antonio da Silva Lima: antes de 1909.
- João Leoncio Borges (Itajuba): antes de 1909.
- Guilherme Schixeler? (Whilhelm): antes de 1910.

Sapataria:
- José Ferreira Fagundes: Antes de 1891 a 1910.
- Antonio de Magalhães (1915)

Farmacêutico:
- Antonio Angelino Lopes (1933)

Ferreiro:
- Emilio Carlos Walter (Wachter): antes de 1889.

Carpinteiro:
- Antonio Dias Patricio: antes de 1891.

Comércio de fazendas, secos e molhados:
- Caetano Evora da Silveira (1909-1915) já era negociante antes de 1899.

Comércio de secos e molhados:
- Alfredo Bento de Borba (Vila?): antes de 1909 e após 1915.
- Francisco de Borba Coelho (trazia gado de corte da região serrana para Barra Velha. Cansado com o transporte de gado, montou uma casa comercial na Vila de Barra Velha); Borba & Filho (Vila) (1909-1915); Pedro Francisco de Borba Coelho (após a morte de Francisco, em 1918, sua casa comercial passou para seu filho Pedro Francisco de Borba Coelho, que deixou para seus descendentes e atualmente ainda funciona em Barra Velha)
- Jacintho Francisco de Borba (filho de Francisco de Borba Coelho) (Vila): (1909-1915) já era negociante antes de 1903.
- Francisco de Borba Neto (filho de Jacintho Francisco de Borba) (Vila) já era negociante antes de 1908.
- José Dionisio de Moraes (Itinga) (1909) já era negociante antes de 1899.
- José Ignacio de Sant’Anna (Itajuba): (1909-1915) já era negociante antes de 1889.
- Pedro José Martins (1909): já era negociante antes de 1907.
- Manoel Antonio de Freitas (Itajuba) (1909-1915) já era negociante antes de 1903.
- Miguel Thomaz de Simas Pires (Vila): (1909-1915) já era negociante antes de 1890.
- Miguel Antonio de Freitas (1909) já era negociante antes de 1895.
- Vergilio Antonio de Freitas (1909) já era negociante antes de 1901.
- André Francisco da Silva: já era negociante em 1907 (Em 1930 também negociava madeira).

Alfaiataria:
- Olympio Ferreira Fagundes (1930)

Engenho de serrar movido a água:
Jorge Hess (Itinga): 1906 a 1908
- Leopoldo Olegario de Lima (1909-1910)

Exportador e negociante de madeira:
- João Ignacio (1930)
- João Martins Soares (1930)
- João Reis (1930)

Engenho de aguardente:
- João Martins Soares (1930)
- José Dionisio de Moraes (Itinga) (1930)

Usinas de açúcar:
- Agostinho da Silva (1930)
- Alfredo Silva (1930)
- Anastacio Espindola (1930)
- Anselmo Brennesen (1930)
- Antonio F. de Borba (1930)
- Antonio Polycarpo da Silva (1930)
- Antonio Rodrigues (1930)
- Candido Borba (1930)
- João Martins Soares (1930)
- João Onofre Fagundes (1930)
- José Dionisio de Moraes (Itinga) (1930)
- José Francisco Moraes (1930)
- Manoel João de Moura (1930)
- Miguel José Pinheiro (1930)
Perfeito Aguiar (1930)



1.7 Massaranduba

Sabe-se que em Massaranduba, que pertencia ao distrito de Barra Velha, nas primeiras décadas do século XX já existiam os seguintes estabelecimentos:

Negociantes:
- Henrique Ruseler (Guarani-açú): antes de 1901, após 1907.
- Artur Rabe (Guarani-mirim): antes de 1907.
- José Biesewski (Josef) (Guarani-mirim): antes de 1907.
- João Brückheimer (Linha Telegráfica): antes de 1908.

Comércio de secos e molhados:
- Carlos Feiler: antes de 1909 e após 1910.
- Emmanuel Stein (Linha Telegráfica): antes de 1908.
- Guilherme Persike (1909)

Comércio de fazendas, secos e molhados:
- Henrique Wulf (Guarani-açú) (1909-1915) já era negociante antes de 1903.

Ferreiro:
- Stefan Likovski (Estefanio): antes de 1910.

Fábrica de manteiga e banha:
- Henrique Wulf (Guarani-açú) (1909-1930)
- Emilio Mank (1930)

Carniçaria:
- Emmanuel Stein (1910)
- Gregorio Casteller (1910)
- Henrique Wulf (1910)



2. Primeiros comércios e indústrias de São João do Itaperiú


Ainda no século XIX, já existiam no Itaperiú o engenho de serrar de Jeremias José Bernardes e o de Gabriel Maria da Veiga.

Esses foram os primeiros estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços do Itaperiú, já presentes na primeira década do século XX:

- Sapataria de Augusto Julio dos Passos: antes de 1893; assumida por seu filho José Augusto dos Passos.

Negociantes:
- Manoel Vieira Rebello (era morador do Itapocú): foi negociante no Itaperiú em 1898 a 1909.
- João Leoncio Borges: antes de 1904, após 1907.
- Sotero José Coelho: antes de 1906.
Francisco Gonçalves de Souza: já era negociante antes de 1907 e após 1912.
- Elpidio Bruno Garcia: antes de 1910.

Comércios de secos e molhados:

Comércios de fazendas, secos e molhados:
Antonio José Coelho: (Antes de 1909) já era negociante antes de 1892 a 1898.
- João Leal da Silva: já era negociante antes de 1893, já estava no Itaperiú em 1904-1909.
- Olympio Fagundes de Azevedo (Antes de 1909) já era negociante antes de 1899.
- Olavo Baptista de Carvalho (1906-1915), no Porto do Itaperiú.
Romão Gonçalves de Souza (Antes de 1909) já era negociante antes de 1904.
Abilio Julio dos Passos (1910-1932) já era negociante antes de 1906.

Romão abriu uma quitanda no Itaperiú, que evoluiu e virou uma casa de secos e molhados, fazendas e armarinhos. Foi citado no jornal Gazeta de Joinville, no dia 14 de agosto de 1909, entre os fatos que mereciam destaque no município de Paraty.

Jornal Gazeta de Joinville, 14 de agosto de 1909

Engenho de pilar arroz movido a água:
- José Francisco Garcia (1909-antes de 1915) já era negociante antes de 1897-1899.

Engenho de serrar movido a água:
- João Leal de Souza Nunes: Tinha uma serraria localizada onde hoje fica o km 6 da Rodovia SC 415, e por volta de 1880, resolveu arrendá-la, pois por ser um local pouco habitado, não conseguia empregados.
- Baptista Dal Ri (1909-1930)
- Guilherme Veiga (1930)
Ignacio José de Ávila (1909-1910)
João José de Ávila (1909-1915)
Jorge Hess (Ai, Santa Luzia, a partir de 1908 até 1915)
Onofre José Bernardes (Mantiqueira) (1909-1915)

No fim da primeira década do século XX, na localidade do Itaperiú, as principais atividades econômicas eram a agricultura e a criação e a extração de madeiras de construção.

Em 1930, no Itaperiú já existiam os seguintes estabelecimentos comerciais, indústrias e profissionais:

Açougue:
- João Manoel Delmonego

Engenho de aguardente:
- Anastacio Pereira

Fábrica de beneficiar arroz:
Abilio Augusto dos Passos (1930)

Usina de açúcar:
Amaro Joaquim Borges (1930)
Amaro José d'Avila (1930)
Anastacio Pereira (1930)
Antonio Ladislau de Azevedo (1930)
Balbino Germano de Souza (1930)
Bernardino Duarte (1930)
Gregorio Damasio Machado (1930)





Referências

- ALMANAK LAEMERT. Rio de Janeiro, 1891-1940.
- CARTÓRIO CIVIL. Livros de registros.
- EMENDÖRFER FILHO, Victor. A primeira história de Guaramirim. 1ª ed. Jaraguá do Sul. Ed. Correio do Povo, 2001.