Justino Francisco Regis Garcia e Clarinda Luiza da Silveira


Por Elis de Sisti Bernardes



Justino Francisco Regis Garcia era natural de Tijuquinhas, na Freguesia de São Miguel, filho de Justino Francisco Regis Garcia e Florencia Angélica Rosa. Neto paterno de João Francisco Régis e Maria Francisca de Jesus e materno de Cipriano Pereira, natural da Ilha Terceira, nos Açores, e de Angélica Rosa de Jesus, natural da Freguesia de São Miguel, todos moradores de São Miguel.

Justino foi batizado no dia 25/06/1833, na Matriz de São Miguel. Foram padrinhos: José Fernandes Jorge e Nossa Senhora. Em 1854 seu pai foi nomeado 6º suplente do Juiz Municipal e de Órfãos do Termo de São Miguel.

Clarinda Luiza da Silveira era filha de Alberto José Francisco da Silveira, natural de Penha e Luiza Ignacia de Jesus, natural da Freguesia de São José, em Santa Catarina. Neta paterna de José Francisco Pereira, natural de Santo Antonio de Lisboa, em Desterro (Florianópolis) e de Rosa Ignacia de Jesus, natural da Freguesia de São José da Terra Firme, e neta materna de José Duarte e Maria Rosa de Jesus, naturais da Freguesia de São José da Terra Firme.

Clarinda nasceu no dia 03/03/1832, em Itapocoroy, na atual cidade de Penha. Foi batizada no dia 25/03/1832, na Capela de Armação de Itapocorói. Foram seus padrinhos: Joaquim Duarte, solteiro e, Nossa Senhora da Penha.

Justino casou com Clarinda no dia 08/09/1855, na Matriz de Penha. Foram testemunhas: Thomaz Antonio Lemos, tio de Clarinda, e Francisco Joaquim da Rosa, cunhado de Clarinda. 

O casal residiu no Itapocú, na propriedade que aparece no mapa desenhado por Jeronimo Francisco Coelho, em 1846, marcada como "parte reservada da Colônia" do Coronel Francisco de Oliveira Camacho. Tiveram os seguintes filhos: Maria Justina, Leonídia Justina, Belarmina, Belarmino Justino e Eulália Justina. Justino também teve duas filhas de criação: Perpétua Rita Garcia e Maria Rita Garcia, nascidas em São Miguel.

Mapa da propriedade de Justino Francisco Garcia no Itapocú

Em 1861, Justino constava entre os 8 eleitores da Paróquia do Paraty. São Francisco do Sul possuía 13 eleitores. À época, estava apto como eleitor o cidadão do sexo masculino e com no mínimo 25 anos, ou casados, clérigos, militares e bacharéis formados. Além dessas exigências, o cidadão só era apto a votar caso comprovasse uma renda mínima anual proveniente de empregos, comércio, indústria e propriedade de terras de no mínimo 200 mil réis anuais para ser eleitor de 1º grau; 400 mil réis para ser eleitor de 2º grau, candidatar-se a Juiz de Paz e a vereador; 800 mil réis para deputado; e 1.600$000 para candidatar-se a senador. Em uma sociedade escravista, isso excluía a grande maioria da população e deixava o poder de decisão apenas para as classes mais altas. Apesar de atender todos esses critérios, nem sempre o cidadão tinha direito real ao voto, é o que nos mostra a publicação feita por Justino na eleição daquele ano.

Jornal O Mercantil, 21 dez. 1861.

Justino foi chefe local do Partido Liberal. No ano de 1861 foi eleito 5º suplente do subdelegado de polícia da recém criada Freguesia de Barra Velha. Em 1865 foi Juiz de Paz da Freguesia de Barra Velha, e foi membro da Comissão destinada para promover Voluntários da Pátria, que eram os membros voluntários de unidades militares criadas pelo Império do Brasil em 1865 para lutarem na Guerra do Paraguai.

No ano de 1867 Justino foi eleito como eleitor da Paróquia de Barra Velha, que possuía duas vagas, com 113 votos, ficando em 1º lugar, e em 2º lugar ficou José Joaquim da Costa com 108 votos. Os cidadãos aptos como eleitores de 1º grau votavam nos eleitores de 2º grau para representarem suas paróquias nas eleições.

Em outubro de 1877, a mãe de Justino, já viúva, faleceu em Tijuquinha, em São Miguel, aos 69 anos, deixando numerosa prole, existindo na ocasião 16 filhos e filhas, todos casados, 88 netos e 8 bisnetos.

Justino faleceu em março de 1878, no Itapocú, vítima de febre amarela. 

16/09/1880 - Clarinda Luiza Garcia, viúva de Justino Francisco Garcia, pediu ao Estado para comprar 300 braças de terras de frente com mil de fundos, no rio Itaperiú. 

04/09/1883 - Clarinda manda uma petição pedindo que se dê andamento ao processo de requerimento de terras. Na ocasião, as terras confrontavam com as terras de Florencio Pereira da Silva, João Raulino Pereira, José Felício de Borba e Eduardo Soares da Costa.

O terreno foi descrito no Auto de Medição da seguinte maneira: "Do marco de sassafrás de Florencio Pereira da Silva, partiu-se ao rumo de S. mediu-se 693m do marco de Peroba, de terras requeridas por José Felicio de Borba, cujo marco ficou testemunhado por uma árvore de Canela, na medição feita ao referido Borba, deste marco à rumo de E. mediu-se 2.200m ao travessão aberto pelo ex. Juiz Comissário Pedro José de Souza Lobo, na demarcação de terras de Zeferino José Roza; fincou-se aí um marco também de madeira Peroba, dando por testemunha uma fissura por ser a única árvore existente nas proximidades deste marco. Partindo deste em rumo de N. verd. pelo travessão do referido Juiz Comissário, e mediu-se 693m e fincou-se aí outro marco de Peróba, e para testemunha uma árvore de canela, à 1?" S. O. distante 4,80m. Deste ponto a rumo de O. mediu-se até o 1º marco de Sassafrás 2.200m ou mil braças. Acidentes naturais no terreno do 1º marco ao 2º linha de N. S. percorre essa picada, terreno de várzea enxuto, cortando-lhe de E. para O. 2 pequenos córregos, ou sangas; A lateral de 2º ao 3º marco linha E. O. percorre terreno de várzea, sendo um terço enxuto do 3º ao 4º marco linha N. S. e igual terreno do 4º ao 1º marco continua o terreno de várzea baixa formado de pequenos tabuleiros, ou m...?, e é cortado pelo braço de N. do Ribeirão S. João." O Juiz Comissário afirma ainda em outro documento anexo ao processo que "...as terras, pelo menos as frentes, são bastante inundadas, e só de certo ponto em diante que melhora o terreno."

Mapa das terras anexado ao processo de requerimento, 08/11/1883

18/11/1883 - Foram demarcadas as 250.000 braças² de terras solicitadas por José Felício de Borba e na ocasião da elaboração do mapa, as mesmas confrontavam ao Norte com Clarinda Luiza Garcia, ao Sul com João Felicio de Borba, ao Leste com Sotero José CoelhoJ. Gonçalves de Souza, Marciano I. dos Santos e Germano Gonçalves de Souza, e ao Oeste com Eduardo Soares da Costa e Manoel José de Souza.

18/05/1884 - Foram reduzidas a dois réis o preço da braça quadrada das terras em questão.

30/05/1888 - Clarinda Luiza Garcia nomeou José Francisco da Rosa como seu procurador para dar sequência ao processo de requerimento de terras iniciado por seu falecido marido, Justino Francisco Garcia. As terras possuíam 300 braças de frente com 1.000 de fundos, fazendo frente no Rio Itaperiú com terras de Medeiros, e pelos fundos Sul com terras do Estado, ao Norte com Fructuoso Soares da Costa.


28/05/1889 

Clarinda faleceu aos 78 anos, no dia 26/04/1910, onde morava, no Sertão do Itapocú.

Nota no Jornal Commercio de Joinville, 30/04/1910

No ano de 1916, Onofre Francisco da Rosa, José Vicente Caetano da Rosa, Belarmino Justino Garcia e Athanasio Leal receberam o título de terras situadas no lugar Itajuba, no distrito de Barra Velha, provavelmente, fruto da herança de Clarinda. Em 1914 foi realizado a medição deste terreno, que fazia divisa com as terras de Eduardo Floriano, localizadas no Itinga, com os herdeiros de João Justino Regis, e os herdeiros do Coronel Francisco da Silva Ramos.




Filhas de criação:


É provável que Maria Rita e Perpétua sejam irmãs de sangue, filhas da mesma mãe, e que Rita Silvana de Jesus, Rita Joaquina, ou Rita Zeferina sejam uma só pessoa, com o nome grafado de formas diferentes. 

Há possibilidade de serem filhas biológicas de Justino, por terem nascido antes de seu casamento com Clarinda, por terem sido registradas em seus batismos como filhas de pai incógnito (pelo fato da mãe não ser casada), e por em alguns de seus registros pós-adoção constar o nome de Justino como pai sem outras observações e não constar o nome de Clarinda como mãe, mas o da mãe biológica, o que mostra que provavelmente foram criadas como filhas do casal e não terem sido apenas criadas agregadas à família. Outro fato que pode reforçar essa teoria foi terem se casado com homens de posse, da mesma classe da família.

Não há outras provas que comprovem, mas teve uma Rita Silvana que faleceu em São Miguel no dia 03/01/1866 que pode ser a mãe biológica das meninas. Rita faleceu com 29 anos e era filha de Zeferino Furtado (o que justifica o fato de ter sido grafada como Rita Zeferina) e de Silvana Rosa de Jesus. No seu registro consta a observação "pobre", o que nos permite criar a teoria de que pelas poucas condições, após a morte da mãe, as meninas dadas para adoção. Justino pode ter ficado com a guarda por serem suas filhas biológicas, ou as adotou para que fizessem companhia à sua esposa, que na ocasião ainda tinha filhos muito pequenos, e as meninas eram mais velhas. Como a família de Justino residia em São Miguel, algum conhecido pode ter intermediado a adoção.



- Maria Rita Garcia (*14/06/1854, São Miguel Bat. 19/08/1854, São Miguel Padr: José Vicente de Souza e Eugenia Roza de Jezus +Após 1883), filha natural de Rita Silvana de Jesus

Casou com Alberto José Francisco da Silveira (*23/04/1800, Penha +Após 1873), filho de José Francisco Pereira e Rosa Ignacia de Jesus, pai de sua mãe adotiva Clarinda, no dia 31/01/1873, no Itapocu, na casa de Alberto. Foram testemunhas Miguel Soares da Rocha e Alexandre Justino Regis.

Viúva de Alberto, Maria Rita casou com José Vieira da Conceição, nascido por volta de 1847, filho de Patricio Vieira Rabello e Guilhermina Vicencia de Jesus, morador no Sertão do Itapocu. Moraram no Itapocú.

Maria Rita faleceu antes de 1910. José faleceu após 1910.

Filhos com José Vieira da Conceição:

- Belarmino (*19/11/876, Barra Velha Bat. 27/01/1877, Barra Velha Padr: Justino Francisco Garcia e Maria Justina Garcia)

- Isabel (*23/05/1879, Barra Velha Bat. 10/07/1879, Barra Velha Padr: Miguel Leal de Souza Nunes e Perpétua Rita Garcia)

- João (*24/06/1882 Bat. 29/10/1882, Barra Velha Padr: Onofre Francisco da Rosa e Leonidia Justina Garcia)

Justino (*01/12/1883 Bat. 19/10/1884, Barra Velha Padr: Justino Vieira Rabello e Maria Venancia da Roza Vieira)

- Maria José da Conceição (Zeca) (*~1882)
Casou com Onofre José Bernardes (*29/12/1870, Camboriú +20/07/1950, São João do Itaperiú), viúvo, filho de Jeremias José Bernardes e Rosa Lucinda da Conceição, no religioso dia 12/06/1910, no Itaperiú, e no civil dia 02/07/1910, na casa de Manoel Vieira Rebello, no Itaperiú.





- Perpetua Rita Garcia (Peta) (ou Perpétua Vieira Régis) (*~09/1855, São Miguel Bat. 02/11/1855, São Miguel Foram padrinhos: Manoel Severiano e Anna Joaquina +Após 1897), filha (de criação?) de Justino Francisco Garcia e filha de Rita Joaquina, ou Rita Zeferina.
Casou com Miguel Leal de Souza Nunes (*~06/1836 Bat. 21/09/1836, Porto Belo +08/12/1894, Itapocú, após sofrer por muito tempo dos pulmões Sep: Itapocú), filho de José Leal Nunes e Luiza de Souza Severina. Sabia escrever. Foi negociante. Mudou-se para Barra Velha antes de 1871. Foi integrante do Colégio Eleitoral de São Francisco do Sul por Barra Velha. Moraram no Itapocú, Barra Velha (1872-1889). 
Filhos:






Filhos de Justino e Clarinda:



- Maria Justina Garcia (Sinhá) (*12/05/1858, Sertão do Itapocu Bat. 14/11/1858, Penha Padr: o avô materno e Nossa Senhora da Penha +1940)
Casou com José Vicente Caetano da Rosa (*~1852 +01/04/1933, Itapocú, de gripe Sep: Itapocú), filho de Vicente Antonio Caetano Filho e Rosa Ignacia de Jesus.
José Vicente Caetano da Rosa e sua mulher Maria Justina Garcia, com o cunhado Belarmino Justino Garcia, venderam, em 14/04/1894, a João Gottlieb Stein, comerciante no Itapocuzinho I, um terreno com pequena casa, situado no Caminho do Itapocu, com área de seis hectares, fazendo frente no dito Caminho com 350 m, tendo no lado oeste 100 m, comprado a Manoel Alves de Siqueira e sua mulher Ida Stolze Siqueira aos 30/05/1890, pelo valor de 200 mil réis.
Por volta de 1907, José Vicente Caetano da Rosa e seu cunhado Belarmino Justino Garcia compraram do Domínio D. Francisca Ltda. o lote de terras nº 839 situado no Rio Itapocu, conforme registro na dita empresa.
Filhos:

- [Ver José Vicente Caetano da Rosa]





- Leonidia Justina Garcia (*25/05/1861, Itapocu +18/08/1914, Itapocu, Barra Velha)
Casou com Onofre Francisco da Rosa (*~1850 Bat: Freguesia de São José, SC +28/05/1924, Itapocu, Barra Velha Sep: Itapocu), filho de Francisco Joaquim da Rosa e de sua tia materna Thomasia Rosa de Jesus, no dia 07/04/1877, em Barra Velha.
Filhos:

- [Ver Francisco Joaquim da Rosa]





- Belarmina (+11/12/1864)





- Belarmino Justino Garcia (Bioca) (*15/06/1864 (24/05/1866 em sua lápide e data que comemorava), Sertão do Itapocu, Barra Velha Bat. 11/12/1864 Padr: Jesuino José Duarte da Silveira e Leopoldina Rosa de Jesus, casados +19/02/1915, Joinville Sep: Municipal, Joinville).
Casou com Helene Eberhardt (*23/12/1877, Joinville +07/04/1962, Joinville
 Sep: Municipal, Joinville), filha de Karl Eberhardt, natural da Saxônia, alfaiate e depois carcereiro em Joinville, e de Eva Muller, natural da Suíça. Belarmino morava na esquina das ruas São Pedro e São Paulo, em Joinville.
Em 1890, Bellarmino Justino Garcia adquiriu, sob o nº 49, um lote do Domínio Dona Francisca Ltda, situado na Ch. (?) do Itapocu-Norte.
Belarmino consta na lista de cidadãos qualificados para servirem durante o ano de 1893.
Belarmino Justino Garcia, o cunhado José Vicente Caetano da Rosa e sua mulher Maria Justina Garcia, venderam, aos 14/04/1894, a João Gottlieb Stein, comerciante no Itapocuzinho I, um terreno com pequena casa, situado no Caminho do Itapocu, com área de seis hectares, fazendo frente no dito Caminho com 350 m, tendo no lado oeste 100 m, comprado de Manoel Alves de Siqueira e sua mulher Ida Stolze Siqueira aos 30/05/1890, pelo valor de 200 mil réis.
Em 1895 foi nomeado Tenente do 3º Esquadrão do 2º regimento da cavalaria da Guarda Nacional. Em 1899 pediu exoneração do cargo de 1º suplente do Juiz de Direito da Comarca de Joinville
No dia 12/06/1901, o governador de Santa Catarina
Felippe Schmidt, acompanhado do jovem Belarmino Justino Garcia, às 6 horas da madrugada rumava de Joinville para Blumenau, almoçando em caminho na casa da Viúva Roecler, Após sete horas de viagem chegaram à residência de Onofre Francisco da Rosa, chefe do partido republicano no lugar denominado de Sertão de ltapocú, à margem do rio do mesmo nome, ali oferecido um lauto jantar, para os cumprimentos de Antonio Dias Patricio, Valdemiro Patrício, Manoel Jacinto Duarte, Francisco de Paula Vieira e Severino Rodrigues de Carvalho. Acompanhado por estes, atravessou em balsa o Rio ltapocú. Após a ponte do Itapocú mais de 50 cavaleiros, tendo a frente Miguel dos Passos, chefe do partido republicano, Jeremias José Bemardes, e outros aguardavam o governador, sendo oferecidos garbosos animais para remonta. Seguiam, para a residência de José Francisco Gouveia, para uma mesa de café com doces, tomando os carros que ali se achavam vindos de Blumenau.
Em 1901 foi eleito vice-presidente da antiga sociedade dançante Congresso Joinvillense. Em 1906 e 1909 foi membro do Conselho Municipal de Joinville. Em 1907 consta na lista de sócios da Sociedade Musical Guarany, de Joinville. Em 1909 fez uma viagem de carro até Itajaí, acompanhado do Sr. Francisco Tavares Sobrinho, que em Itajaí embarcou em vapor para Florianópolis e no mesmo ano Belarmino viajou a passeio para Blumenau. Em 1910 foi eleito membro da Comissão da Revisão do Alistamento Eleitoral. Consta na lista de jurados da Comarca de Joinville nos anos de 1910, 1911 e 1914.
Foi agente fiscal de impostos de consumo da 3ª circunscrição do Estado, em Joinville, pedindo exoneração em 1908, mas permanecendo no cargo até sua morte. 
Por volta de 1907, Belarmino Justino Garcia e seu cunhado José Vicente Caetano da Rosa compraram do Domínio D. Francisca Ltda. o lote de terras nº 839 situado no Rio Itapocu, conforme registro na dita empresa.
Pela Lei nº 979, de 30/08/1913, recebeu favores para a exploração de minérios no Parati, em Joinville, Carpo Alegre e São Bento do Sul. Em 1913 foi eleito pelo Conselho Municipal de Joinville como membro da Comissão Externa da Fazenda.
Sobre o falecimento de Belarmino, o Jornal Gazeta do commercio, de Joinville, trouxe como notícia de capa anexo a uma nota de pesar do então governador, Felippe Schmidt.

No ano de 1916, Onofre Francisco da Rosa, José Vicente Caetano da Rosa, Belarmino Justino Garcia e Athanasio Leal receberam o título de terras situadas no lugar Itajuba, no distrito de Barra Velha. Em 1914 foi realizado a medição deste terreno, que fazia divisa com as terras de Eduardo Floriano, localizadas no Itinga, com os herdeiros de João Justino Regis, e os herdeiros do Coronel Francisco da Silva Ramos.
Filhos:

- Adele Garcia (*01/10/1903, Joinville)

- Aracy Garcia (*12/09/1904, Joinville +06/9/1929, Joinville)
Casou com José Acácio Soares Moreira Filho (*Tubarão).

- Adhemar Garcia (*05/02/1905, Joinville +14/09/1983, Joinville Sep: Municipal, Joinville), chefe político do PSD em Joinville e proprietário da extinta fábrica de carretéis Santa Teresinha. Foi vereador de Joinville (1947/1950, 1955/1959 e 1959/1963).
Casou com Inah Jardim (*10/01/1908 +11/12/1998 Sep: Municipal, Joinville). Filhos:
          - Luiz Carlos Garcia (*07/06/1930 +27/09/1980, Joinville Sep: Municipal, Joinville). 
          Casou com Jeanette Gonçalves de Camargo. Filhos: Adhemar Garcia (*~1955); Eduardo Tertuliano de Camargo Garcia (*~1956); Maria Carolina Garcia (*~1969)
          - Mário Luiz Garcia (*~1932)
          - Maria Theresinha Garcia (*~1934)
          - Adhemar Garcia Filho (*01/07/1935, Joinville). Foi advogado, funcionário público e político (vereador de Joinville e deputado estadual)
          - Fernando Roberto Garcia (*~1938)
          - José Carlos Garcia (*13/05/1940 +31/07/1987 Sep: Municipal, Joinville). Foi engenheiro.

- Adi Garcia (*24/04/1913). Foi professora na Escola Conselheiro Mafra, em Joinville.
Casou com Gilberto Navarro Lins (+2004), filho de José Wanderley Navarro Lins e Amazilda Baptista.

- Belarmino Garcia Junior (*Joinville)





- Eulália Justina Garcia (*31/07/1874, Itapocu Bat. 31/05/1874, Barra Velha Padr: Venancio Francisco da Rosa e Clementina Francica da Rosa +Antes 1958). Foi professora.
Casou com Athanasio Garcia Leal (*12/05/1872, Barra Velha Bat. 11/08/1872, Barra Velha Padr: Justino Francisco Garcia e sua mulher Clarinda Luiza Garcia +Antes 1958), filho de Miguel Leal de Souza Nunes e Perpetua Rita Garcia, negociante, no dia 20/11/1897 Moraram no Itapocú (1891).
Filhos:




Referências

- APESC. Índice geográfico dos processos de terras da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento - Coordenação de Legitimação e Cadastramento de Terras Devolutas - COLECATE. Florianópolis, mar. 2010.
- CÂMARA DE VEREADORES DE JOINVILLE. História.
- MAFRA, Inácio da Silva. Famílias Mafra. Genealogia.
- MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Adhemar Garcia Filho. 2020.
- NASCIMENTO, Antônio Roberto. Gustave Luiz Lebon.
- NDMAIS. A história da vila Amazilda, uma casa portuguesa na Joinville alemã.
- TOMIO, Telmo. Genealogia e História.