Família Cavilha


Por Elis de Sisti Bernardes


A família Cavilha mudou-se para o Itaperiú entre 1917 e 1922. O sobrenome, de origem italiana, escrevia-se originalmente Caviglia, mas no Brasil foi “aportuguesado”.

Manoel Antonio Cavilha nasceu no dia 25/01/1842, em Brusque, filho de Antonio Lourenço Cavilha e Antonia Bozzano. Neto paterno de Giovanni Battista Caviglia e Francisca Bárbara Vadam? e materno de Giovanni Battista Bozzano e Joana Maria de Jesus. Seus pais eram naturais da Sardenha e imigraram da Itália para o Brasil em 1836, estabelecendo-se em Santa Catarina, primeiramente em Itajaí, após 1840 na Colônia Dom Afonso, ou Nova Itália, na Freguesia de São João Batista, nas margens do rio Tijucas Grande.

No dia 27/10/1848, Antonio Cavilha recebeu do Estado de Santa Catarina a concessão de 1.400 braças quadradas de terras no Rio Tijucas Grande.

Manoel foi batizado no dia 06/02/1842, na Matriz de Itajaí, pelo Padre João Baptista Ramoino. Foram padrinhos Manoel Tavares da Costa e Maria Pereira de Jesus. Manoel não aprendeu a escrever.

Casou com Maria Rita Venera dos Santos, nascida em 1856, em São João Batista, filha de José Venera dos Santos e Rita Rosa Venera, moradores de Tijucas e posteriormente de Brusque. O casamento ocorreu no dia 10 de dezembro de 1865, na Matriz de São João Batista do Alto Tijucas, às doze horas. Foram testemunhas Diolindo Antonio de Azevedo e Antonio da Cunha.

Entre 1868 e 1876, a família mudou-se para Brusque, morando no Cedro Grande, onde eram lavradores e tiveram nove filhos: Ignez, Joaquina, Rita, João, Francisca, Francisco, Henriqueta, Antonio e Lauro.

Em 1888 Manoel pediu ao Estado de Santa Catarina para comprar o lote de terras n. 4 na linha Rood. Em 1890 Manoel adquiriu o lote de n. 24 na linha do rio Itajaí.

Entre 1917 e 1920, Manoel Antonio Cavilha mudou-se para o Itaperiú com a esposa e alguns de seus filhos, Ignez e Rita, já casadas e com filhos, e o caçula Lauro Manoel Cavilha. No dia 11 de agosto de 1924, o Governo do Estado de Santa Catarina concedeu à Manoel Antonio Cavilha um terreno de 300.000 m² no Itaperiú.

Maria Venera dos Santos faleceu no dia 13/11/1927, às 3 horas da manhã, com 72 anos, em sua própria residência, no Itaperiú, após sofrer de enfermidade por 10 dias. Foi sepultada no cemitério público de São João.

Manoel Antonio Cavilha faleceu com cerca de 87 anos, no dia 22/03/1929, na casa da filha Ignez, no Itaperiú, vítima de gripe. Deixou testamento e foi sepultado no cemitério público de São João.



Filhos:



1. Ignez Maria Cavilha (*17/02/1867, São João Batista do Alto Tijucas Bat. 24/04/1867, São João Batista Padr: os avós Antonio Cavilha e Rita Joaquina +01/05/1948, São João do Itaperiú Sep: São João do Itaperiú)
Casou com João Baptista da Silva (ou João Eduardo Correa) (*24/06/1860, Camboriú Bat. 05/08/1860, Porto Belo +Antes 1926), filho de Eduardo Correa da Silva e de Rita Teodora da Silva, no dia 19/01/1884, em Nova Trento. Foram testemunhas: João Manoel Victorino e Ricardo Victorino da Silva. Moraram no Itaperiú após 1920.
Filhos:

- [Ver filhos em Família Batista]





2. Henriqueta (*01/03/1869, São João Batista Bat. 24/06/1869, São João Batista Padr: José P. e Maria N. P. +Antes 1888)





3. Joaquina Maria Cavilha (*13/06/1874, Colonia Príncipe Dom Pedro Bat. 23/02/1875, Brusque Padr: Joaquim Evaristo de Sousa e Infancia Correa)
Casou com Joaquim João Segundo.
Filhos:

- Adelaide Segundo (*~1899, Brusque)
Casou com José Schaefer (*~1897), filho de Miguel Schaefer e Elisabeth Zeimermann, no dia 05/01/1918, em Brusque.

- João (*03/08/1902, Brusque Bat. 12/12/1902, Nova Itália, Brusque Padr: João Manoel Cavilha e Rita Maria de Jesus)

- Saturnino (*08/11/1904, Brusque)





4. Francisca Rosa Maria Cavilha (*19/10/1876, Brusque Bat. 02/01/1877 Padr: João Baptista Cavilha e Ignes Rita de Jesus +12/11/1907, Brusque Sep: Brusque)
Casou com Carlos Deirschnabel (*~1882), filho de José Deirschnabel e Maria Elisa Petermann, no dia 12/01/1907, na Matriz de Brusque.





5. João Manoel Cavilha (*17/12/1878, Brusque Bat. 01/02/1879, Brusque Padr: João Venera dos Santos e Luzia Antonia Bazano). Sabia escrever.
Casou com Maria Becker (*~1885 +26/03/1944, Hospital Cruzeiro, Rio do Sul, 59 anos), moradora em Endoenças, filho de Huberto Becker e Bárbara Hörner, alemães, na igreja por volta de 1904 e no dia 10/08/1907, no cartório de Brusque. Foram testemunhas: Bernardino Gevaerd e João Bechtold. Moraram em Endoenças, em Brusque, no Cedro Grande, em Brusque e em Rio do Sul.
Filhos (Em 1944 tinham 10 filhos e 14 netos):

- Maria Josephina (*27/08/1905, Endoenças, Brusque)

- Roberto Cavilha (*05/09/1906, Endoenças, Brusque)

- José (*08/05/1908, Brusque)

- Antônio Cavilha (*29/09/1916, Cedro Grande, Brusque)





6. Francisco Manoel Cavilha (*11/03/1881, Cedro Grande, Brusque Bat. 27/08/1881, Brusque Padr: Francisco Antonio [...] e Margarida Ignacia de Jesus +15/10/1899, Brusque, 18 anos Sep: Brusque)





7. Rita Cavilha (*~1884, Brusque)
Casou com José Becker (*~1879), morador em Endoenças, Brusque, filho de Huberto Becker e Eva Barbara Hoerner, no dia 05/11/1904, no cartório de Brusque. Foram testemunhas: João Manoel Cavilha e Luiz Becker. Moraram no Itaperiú.
Filhos:

- Henrique Becker

- Manoel (*14/05/1910, Brusque)

- Huberto Becker (*02/09/1912, Brusque)

- Maria (*12/04/1914, Brusque)

- Barbara Becker (*~03/1916 +10/07/1916, Cedro, Brusque, de coqueluche)





8. Henriqueta Maria Cavilha (*08/08/1888, Brusque Bat. 29/12/1888, Brusque Padr: José Jacyntho Cardeal e Ignacia Gertrudes de Jesus)
Casou com Adolfo Bechtold, filho de Francisco José Bechtold e Margarida Galm, morador em Endoenças, em Brusque, viúvo de sua prima Augusta Cavilha (*~1880 +14/09/1907, Endoenças, Brusque, de um parto não realizado), filha de seu tio paterno João Baptista Cavilha, no dia 31/07/1909, na Matriz de Brusque. Moraram em Endoenças, em Brusque.
Filhos:

- [Natimorta] (*+27/05/1916, Endoenças, Brusque)

- Hercílio (*28/08/1917, Brusque)

- Abilio (*27/06/1920, Brusque)





9. Antonio Manoel Cavilha (*26/03/1890, Cedro Grande, Brusque Bat. 29/03/1890, Brusque Padr: Padr: José Antonio Cavilha e Magdalena Angela Pastorina +20/05/1971, Rio Branco, Brusque, de asma cardíaca)
Casou com Maria Rosa Becker (*30/11/1894, Brusque +17/12/1981, Brusque), filha de Estefano Becker e Catharina Schweigert, no dia 15/03/1917, em Brusque, Foram testemunhas: Francisco José Becker, lavrador, e Guilherme Fernandes, farmacêutico. Moraram no Rio Branco, em Brusque.
Filhos:

- Estefano Cavilha
Casou com Anna. Moram em Brusque.

- Elvira Cavilha (*31/07/1921, Endoenças, Brusque +22/04/1959, Brusque, de câncer Sep: Cedro, Brusque)
Casou com Osvaldo Hart (*09/02/1918, Brusque +08/02/1989, Brusque), filho de Lermano e Elisabetha Hart, morador no Cedro, em Brusque, no dia 22/04/1944, em Brusque. Filhos: Dulce, Norival, Lucia, Valerio, Valmor, Maria Elisa e Maria.

- Arthur Cavilha (*27/12/1919, Brusque)

- Leopoldo Cavilha

- Teresa Cavilha





10. Lauro Manoel Cavilha (*16/03/1893, Brusque +20/12/1946, Itaperiú Sep: São João de Itaperiú)
Casou com Marietha Delmonego (*22/01/1897, 2° Braço do Norte, Luiz Alves +21/05/1946, Itaperiú Sep: São João de Itaperiú), filha de Manoel Delmonego e Catarina Da Riff, no dia 26/11/1921, na Capela São João Batista, no Itaperiú e no civil dia 16/09/1922.
Filhos:

- Maria Cavilha (+Antes 1946?)

- Clotilde Cavilha (*09/10/1922, Itaperiú +05/10/1996, Joinville Sep: São João do Itaperiú)
Casou com Alberto João Borges (*09/01/1922, Itaperiú +11/10/1982, Joinville Sep: São João do Itaperiú), filho de João Cipriano Borges e Amelia Isabel de Avila, no dia 06/09/1941, na casa da noiva, no Itaperiú. Moraram no Itaperiú e em Joinville.
Filhos:
          - Maria Clotilde Borges
          - Domingos Martinho Borges
          - Teodoro Alberto Borges
          - Avelino Alberto Borges (*~1944 +01/06/1947, Itaperiú)
          - Caio Alberto Borges (*22/04/1957, Barra Velha)
          Casou com Veronica da Silva (*05/01/1962, Presidente Getúlio, SC), filha de Olivio da Silva e Alice Picoti da Silva. Moram em Araquari.
          - Darci Clotildes Borges
          - Carmo Alberto Borges
          - Helio Alberto Borges.

- Erestido Cavilha (*~1923).
Casou após 1946.

- Oçoval Cavilha (*19/04/1924 +06/12/1993, Joinville)
Casou com Ana Amélia Borges (*26/07/1925), filha de João Cipriano BorgesAmelia Isabel de Avila, no dia 06/12/1947, na casa do pai da noiva, no Itaperiú. Moraram em Joinville.
Filhos: Argemira, Domingas, Maria Ana, Marilda, Amélia, Hilário, Mario, e Edson.

- Euclides Cavilha (*~1925). Morou em Blumenau?.

- Claudio Cavilha (*~1928)

- Justina Delmonego Cavilha (*27/01/1930 +19/05/1981, Joinville), recebeu o mesmo nome da tia materna.
Casou com Manoel Paulo de Ávila (*23/11/1925 +20/08/1982, Joinville), filho de Paulo José de Ávila e Leocádia Maria Francisca das Dores, no dia 06/03/1948, no cartório de Barra Velha.
          - [Ver filhos em Família Avila]

- José Lauro Cavilha (*19/03/1932 +27/10/2013)
Casou com Rosa A. (*15/11/1934 +02/04/1979).





Referências

- APESC. Índice geográfico dos processos de terras da secretaria da agricultura e do abastecimento - Coordenação de Legitimação e Cadastramento de Terras Devolutas - COLECATE. Florianópolis, mar. 2010.
- CARTÓRIO CIVIL. Livros de registros.
- IGREJA CATÓLICA. Livros de registros.
- MAFRA, Inacio da Silva. Famílias Mafra. Genealogia.