Família Espindula


Por Elis de Sisti Bernardes


1. Família Espindula

O sobrenome Espindola já estava presente na localidade do Itaperiú ainda no século XIX. Entretanto, a família Espindola de São João do Itaperiú descende da Família Gonçalves de Souza.

Maria Luiza da Graça nasceu por volta de 1848-1850, em Camboriú, e era filha de Vicente Thomaz de Espindula e Luiza Joanna da Graça (ou Luiza Rosa de Jesus), moradores no Ribeirão da Corda, em Paraty, atual Araquari. Vicente faleceu antes de 1894 e Luiza após 1904.

Maria Luiza casou com José Gonçalves de Souza Fagundes, nascido por volta de 1848, em Camboriú, filho de Joaquim Gonçalves de Souza e Anna Rosa de Jesus.

O casal teve o filho João Maria de Espindula, nascido em 23 de junho de 1869, na Freguesia de Barra Velha, que recebeu o sobrenome da família da mãe, uma prática não tão incomum na época.

No dia 07 de agosto de 1882, José Gonçalves de Souza requereu terras para comprar no Itaperiú, no tamanho de 732 metros de frente com 915 metros de fundo, conforme publicado no jornal A Regeneração e a família passou então a viver no Itaperiú.



Jornal A Regeneração, Desterro, 17 de agosto de 1882

Veja a descendência da Família Espindula em Família Gonçalves de Souza.



2. Outro ramo da mesma família Espindula no Itaperiú

Francisco Vicente de Espindulafilho de Vicente Thomaz de Espindula e Luiza Joanna da Graça, se casou com Justina Maria de Souza, sobrinha de sua irmã, Maria Luiza da Graça.

Francisco nasceu no dia 05 de outubro de 1874, na Freguesia de Barra Velha, era lavrador e morava no Ribeirão da Corda, pertencente ao distrito de Joinville. Sabia escrever. Seu pai Vicente já era falecido.

Justina Maria de Souza nasceu por volta de 1881, na Freguesia de Barra Velha, era filha de José Luis de Souza e Maria Joaquina da Graça, moradores no Itaperiú.

O casamento civil ocorreu no dia 02 de julho de 1904, ao meio dia, na residência do pai da noiva, José Luis de Souza, no Itaperiú. Ignacio José de Ávila foi o Juiz de Paz e João Olegario da Silva o Escrivão. Foram testemunhas: João Marcellino Furtado, de 53 anos, lavrador, no Ribeirão da Corda; João Vicente de Espindula, de 37 anos, lavrador, no Ribeirão da Corda; Marciano Gonçalves de Souza, de 50 anos, lavrador, no Itaperiú; e Maria Luiza de Borba, de 60 anos, lavradora, no Itaperiú. Também estavam presentes, o pai da noiva, João Luis de Souza; o tio da noiva, Vicente Gonçalves de Souza; e Tiburcio Elias Vieira.

Após a união o casal passou a morar no Itaperiú, onde nasceram os filhos:

- Luiza Justina da Graça (*21/10/1908 +30/06/1932, Itaperiú Sep: Barra Velha). Morou no Itaperiú.
Casou com Antonio Amancio de Ramos (*11/04/1897, Barra Velha +Após 1932), morador no Itaperiú, filho de Amancio Luiz de Ramos e Francisca Luiza de Farias, no dia 30/07/1927. Moraram no Itaperiú.
Filhos:
     - João (*~1928, Itaperiú)
     - Manoel (*~1930, Itaperiú)
     - Luiz Antonio de Ramos (*30/06/1932, Itaperiú +29/07/1932, Itaperiú Sep: Barra Velha)

- Bento Francisco Vicente (*~1911)

- Pedro Francisco Vicente (*~1913)

- Manoel Francisco Vicente (*~1919)

Francisco Vicente de Espindula faleceu com mais de 60 anos, no dia 11 de outubro de 1939, às três e meia no Itaperiú. Está sepultado no Cemitério de São João do Itaperiú.

Justina Maria faleceu no dia 15 de março de 1954?. Está sepultado no Cemitério de São João do Itaperiú junto com Francisco.


3. Outras famílias Espindolas / Espindulas

Já no século XX, em 1955, outra família Espindola mudou-se para São João do Itaperiú.





Referências

- JORNAL A REGENERAÇÃO. Desterro. 17 ago. 1882.
- Livros de registros da igreja católica.
- Livros de registros civis.