Padre Antonio Francisco Nobrega


Por Elis de Sisti Bernardes


Nasceu no dia 30 de janeiro de 1839 na cidade de Santos, São Paulo, recebendo o mesmo nome do pai, Antonio Francisco Nobrega, que era natural da Ilha do Faial, nos Açores, e filho ilegítimo de José da Silveira Dutra e de Isabel Joaquina, ambos da Ilha do Faial. Sua mãe, Theresa Maria de Jesus, nasceu em São Francisco do Sul no dia 07 de dezembro de 1806, filha de Antonio de Carvalho Bueno, natural de São Paulo e de Bárbara Jacinta Leite de Moraes, natural de São Francisco.

Santos no início do século XIX (Obra de Benedito Calixto, 1922 em Memória Santista, 2015)

Sua família tinha bons recursos e era bem relacionada, dentre seus membros encontram-se padres, militares e inúmeros políticos. O avô materno era de longa e tradicional linhagem paulista e bandeirante, sendo o último capitão-mor de São Francisco do Sul e o homem mais rico e importante do Norte de Santa Catarina no início do século XIX. A avó materna era filha de Francisco Leite de Moraes, natural de Porto, Portugal, e de Maria Úrsula Peregrina, natural de São Francisco. Francisco foi Capitão de Infantaria em São Francisco e foi comerciante em Paranaguá e em São Francisco do Sul, onde também foi Juiz de órfãos. Já Maria Úrsula era da família Gonçalves Cordeiro, controladores do comércio em Paranaguá no século XVIII.

Dentre seus tios maternos está João Mathias de Carvalho Bueno, que foi cônego da Capela Imperial e professor e reitor do Seminário de São José no Rio de Janeiro, além de ter sido eleito representante de Santa Catarina à Assembleia Geral Legislativa do Império. Já do segundo casamento de seu avô materno, com Antonia Maria do Carmo, há também Manoel Julio de Carvalho Bueno, pouco mais velho que Antonio e que também se tornou padre.

Antonio foi batizado no dia 18 de fevereiro de 1839, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Santos, pelo Padre José Antonio da Silva Barbosa. Foram padrinhos, seu avô materno, o Capitão-Mor Antonio Carvalho Bueno, por procuração dada a Manoel Vicente da Silveira Nobrega, e Dona Maria Rufina da Silveira Nobrega. Todos eram moradores de Santos, com exceção do avô que era morador da vila do Rio São Francisco.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Santos (Obra de Benedito Calixto em Novo Milênio, 2015)

Ainda na menor idade, com menos de dois anos, sua família mudou-se para a freguesia de Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco, atual São Francisco do Sul, onde morava a família de sua mãe e onde seu pai foi nomeado alferes da 1ª Companhia do 8º Batalhão ImperialEm São Francisco nasceram suas quatro irmãs, Emilia Julieta Nobrega, Firmina Julia Nobrega, em 1841, Maria Virgínia da Graça Nobrega, em 1849, e Thereza Adelina Nobrega, em 1852. Em São Francisco do Sul, além de alferes seu pai foi nomeado tenente e capitão, além de ter sido delegado de polícia. Após o falecimento do pai, por volta de 1860, todas as irmãs se casaram com jovens de importantes famílias francisquenses.

Emilia Julieta se casou com José Antonio de Oliveira, viúvo de sua primeira mulher, Amélia Correia de Freitas e filho de José Antonio de Oliveira, comerciante no Paraty, e de Cesarina Maria de Jesus. José foi coronel, juiz, grande proprietário e comerciante em São Francisco e um dos homens mais ricos em Santa Catarina no final do século XIX. Tiveram doze filhos, entre eles, Alfredo Nobrega de Oliveira, deputado estadual; Olímpio Nobrega de Oliveira, pai de Plácido Olímpio de Oliveira, governador interventor de Santa Catarina em 1933, deputado estadual, federal, e prefeito de Joinville; Thereza Augusta Nobrega de Oliveira, esposa de Abdon Batista, que foi prefeito de Joinville por duas gestões, deputado estadual, federal e senador da República, além de vice-presidente da Província de Santa Catarina no Império e vice-governador na República; Maria José de Oliveira que casou com o senador Brasílio Celestino de Oliveira; além de Cesarina Adelina de Oliveira que se casou com o capitão João Gomes de Oliveira, vereador e irmão do prefeito de Joinville, Procópio Gomes de Oliveira; e Maria Eugenia de Oliveira que casou com Arnaldo Claro de São Thiago, deputado estadual.

Sua irmã, Emilia Julieta com o marido e os filhos

Sua outra irmã, Firmina Julia, se casou com José Emigdio Nobrega, seu primo, filho do capitão João Vicente Nobrega Dutra e de Ursula Maria de Jesus, irmã de sua mãe. José Emigdio foi tenente, capitão, promotor público, escrivão da Coletoria das Rendas Provinciais e administrador da Mesa de Rendas Estaduais em São Francisco, e com ela teve sete filhos.

Maria Virgínia se casou com Alexandre Ernesto de Oliveira, filho do tenente-coronel Joaquim José de Oliveira Cercal e de Maria Teresa Lopes de Azevedo. Alexandre foi deputado provincial, promotor público em Tubarão, administrador da Mesa de Rendas Estaduais de São Francisco e recebeu a patente de tenente-coronel comandante do 5º Batalhão de Infantaria de Itajaí e Nossa Senhora da Graça de São Francisco, com quem teve sete filhos, entre eles Jayme Ernesto de Oliveira, que foi prefeito de Joinville e Teresa Ernestina de Oliveira que se casou com Mário de Sousa Lobo, que foi deputado.

Já Thereza Adelina se casou com Antonio Francisco Caldeira, seu primo materno, filho de José Antonio Caldeira e de sua primeira mulher, Francisca Clara de Jesus, irmã de sua mãe. Seu marido era um dos mais ricos comerciantes de São Francisco, ocupando inúmeros cargos de destaque, como Major e presidente da Câmara de São Francisco. Tiveram sete filhos, entre eles o deputado estadual Lucio Antonio Caldeira.

Seu cunhado, Major Antonio Francisco Caldeira (Album do Estado de Santa Catharina, 1905)

Quando jovem, Antonio Francisco Nobrega foi estudar no ainda existente Seminário São José, no Rio de Janeiro, onde seu tio, cônego João Mathias, trabalhava como professor e posteriormente como reitor, tendo seus estudos custeados por ele. Este seminário formava a elite religiosa e administrativa do Império. Além do cultivo das ciências naturais, das línguas latina, francesa e portuguesa, se ensinava o Regalismo, doutrina que definia a Igreja Católica como órgão do Estado. Antonio frequentou o curso de Teologia Dogmática.


O Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX. Vê-se, ao fundo, encostado no Morro do Castelo, o Seminário de São José (Vista tomada de Santa Teresa, por Johann Jacob Steinman, 1839 em Histórias e Monumentos, 2015)

No início do ano, Antonio partia do Porto de São Francisco até o Porto do Rio de Janeiro para estudar no Seminário. A viagem, realizada em embarcações como patachos ou sumacas, durava em média oito dias. No fim do período letivo retornava à São Francisco. Seu pai viajava constantemente ao Rio de Janeiro e o acompanhou algumas vezes. Na mesma época, seu tio Manoel Julio, também estudava no seminário. Antonio viajou algumas vezes em companhia de Manoel Julio e uma na do Padre Joaquim Francisco Pereira Marçal, que era pároco de Paraty. Durante o período que estudou no Seminário, sua família também viajou até o Rio, permanecendo lá por mais de quatro meses.

Porto do Rio de Janeiro em panorama de 1861 (MAPA, 2015)

Quando Antonio tinha 14 anos, em agosto de 1855, seu tio, o cônego João Mathias faleceu, deixando para ele, seu principal herdeiro, dividendos e ações do Banco do Brasil e da Estrada de Ferro Dom Pedro II e um valor em dinheiro, somando dezenove contos de réis, quantia expressiva para a época.

Aos 22 anos, em 29 de dezembro de 1861, foi ordenado presbítero por Dom Manoel do Monte Rodrigues de Araújo, o Conde de Irajá. 


Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Conde de Irajá em litografia de S. A. Sisson

Iniciou sua vida religiosa em São Francisco, onde foi vigário paroquial como neopresbítero entre 1862 a 1864. Em 24 de maio de 1864 foi designado vigário encomendado da freguesia do Santíssimo Sacramento de Itajaí, onde em 16 de agosto de 1865 foi nomeado subdiretor da Escola da Vila de Itajaí. Enquanto trabalhou em Itajaí foi também encarregado de Nossa Senhora da Penha de Itapocoroy.

Padre Antonio Francisco Nobrega (Album do Estado de Santa Catharina, 1905)

Com o falecimento do seu primo, Padre Benjamin Carvalho de Oliveira, que era vigário colado da igreja e da vara da comarca de São Francisco, ocorrido em 27 de maio de 1867, Padre Nobrega foi nomeado interinamente pelo Arcipreste da província em 29 de junho do mesmo ano para substituí-lo como vigário encomendado da freguesia de Nossa Senhora da Graça de São Francisco do Sul. No dia 04 de dezembro de 1870 foi nomeado vigário da Vara da Comarca Eclesiástica do Rio São Francisco do Sul. Permaneceu em São Francisco até o fim de sua vida, onde veio a ocupar o cargo de vigário colado, ou seja, vitalício.

Igreja de São Francisco do Sul no século XIX (Museu de Arte Sacra Pe. Antonio Nobrega)

Em São Francisco foi vizinho da jovem Theodora Leopoldina d’Assumpção. Theodora nasceu no dia 11 de setembro de 1855 e era filha de Francisco José de Quadros e de Anna Maria da Graça de Jesus. Seu pai faleceu precocemente, quando ela ainda era criança, deixando a família em dificuldades financeiras, mas residindo em boa casa próxima da Igreja Matriz, onde foi vizinha do padre e arrumadeira da igreja. Era uma moça de boa família e recatada e por ela o padre se apaixonou. Aos 16 anos Theodora engravidou da primeira filha do casal, Maria Elisa Nobrega, nascida em 25 de março de 1873.

Maria Elisa, filha de Pe. Antonio e dois netos dela (Pe. Besen, 2015)

Padre Antonio conviveu maritalmente com Theodora, com quem teve mais 14 filhos: Firmina Jovita, nascida em 15 de fevereiro de 1875; Theotonia, em 17 de janeiro de 1877; João, em 13 de fevereiro de 1878; Theresa Augusta, a Leleca, no dia 11 de abril de 1881; Carlos, o Sinhoca, em 15 de outubro de 1883; Laura, em 10 de outubro de 1885; Antonio, no dia 22 de agosto de 1886; Maria do Carmo, em 18 de julho de 1888; Francisco, o Chico, em 20 de outubro de 1889; João Salustiano, em 08 de junho de 1891; Mario Deoclecio, em 28 de outubro de 1892; Maria Eugênia, em 09 de dezembro de 1894; Adelina, em 15 de março de 1896; e a caçula Anna Lucia Nobrega, a Nicota, nascida em 15 de abril de 1898. Por não serem casados, seus filhos foram batizados com pai incógnito, porém, civilmente, todos receberam o sobrenome do pai, Nobrega. Discreto, pôs sua família a morar no Paulas, localidade então afastada do Centro, na Rua da Pedreira. Após 1891 a família morou na Rua da Graça, ao número 8, onde viveu por muitos anos e Theodora trabalhou como costureira.


O filho Mario Deoclesio Nobrega, em 1927 (Claudia Mauch, 2011)

O Padre Nobrega era muito respeitado em São Francisco do Sul, ninguém se opunha ao fato de ter vida privada em paralelo. Na época, o Papa, autoridade mor da Igreja católica, teve conhecimento da quebra do celibato clerical, mas determinou silêncio sobre o assunto.

Dos quinze filhos, quatro faleceram enquanto o padre ainda era vivo. João faleceu 24 horas após seu nascimento. Antonio faleceu aos quatro anos, no dia 01 de novembro de 1891, vítima de diarreia. Maria Eugênia faleceu também com quatro anos, de febre perniciosa, em 17 de dezembro de 1898. Por fim, Laura, que faleceu já adulta, depois de casada, aos 33 anos, no dia 23 de agosto de 1919, vítima de tuberculose pulmonar.

Os seus filhos se casaram e a família se multiplicou com o nascimento dos netos e bisnetos, somando grande descendência.

Quando, em 24 de janeiro de 1870, recebeu a visita dos padres jesuítas que estavam realizando as santas missões, Padre Nobrega não poupou esforços para provar seu zelo e educação, demonstrando seu espírito religioso. Todas as despesas com as missões ficaram por sua conta. No dia 04 do mês seguinte no regresso dos missionários até Desterro, juntamente com mais de cinquenta pessoas, o padre os acompanhou até Araquari.

Ativo na comunidade francisquense, foi nomeado no ano de 1872 para fazer parte de uma comissão para agenciar donativos destinados à construção de um edifício para nele funcionar uma escola pública de instrução primária em São Francisco. Com a inauguração da Escola Noturna Gratuita Sete de Setembro em São Francisco no dia 07 de setembro de 1874 foi eleito diretor e nesta escola lecionou latim.

Foi encarregado para paroquiar conjuntamente com a freguesia de São Francisco a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Barra Velha, que estava sem padre, de 22 de agosto de 1875 a agosto de 1876, assim como de agosto de 1882 até 09 de março de 1883. Realizando na igreja de Barra Velha as cerimônias frequentadas pelos moradores do Itaperiú.

Fez parte do diretório do Partido Liberal, onde em 1877 foi eleito pelo partido como representante de São Francisco à Assembleia Provincial, porém sua candidatura foi incompatibilizada por não estar de acordo com a lei eleitoral da época. Certa vez, numa eleição em que figurava como candidato, só teve um voto contra, devendo ser o voto dele mesmo. Com a Proclamação da República e a perda de poder, o Partido Liberal foi extinto. Em Santa Catarina os liberais fundaram o seu partido de oposição, o Partido Federalista, do qual Padre Antonio também fez parte.

Foi um vigário zeloso e amado, respeitado pelos paroquianos e autoridades locais, sendo considerado um homem íntegro de caráter nobre e espírito forte. Nunca faltando com os deveres do ministério, auxiliando sempre a comunidade nos momentos mais difíceis. Sempre pronto a socorrer os enfermos com os sacramentos espirituais, inclusive quando a comunidade passou por tristes epidemias, quando fez parte da comissão incumbida da distribuição de medicamento e dietas aos doentes de malária, em 1878 até 1889, não temendo o contágio. Nos casos de morte, era prestativo não só na realização da encomendação do corpo nos funerais, mas também no conforto e auxílio à família, participando dos velórios e até mesmo auxiliando na preparação do corpo.


Poema em sua homenagem (Gazeta de Joinville, 1878)

No ano de 1878 também fez parte de outra comissão, juntamente com os cunhados, José Antonio de Oliveira e Antonio Francisco Caldeira, para providenciar os concertos que necessitava a Igreja Matriz de São Francisco. Foi nomeado inspetor de distrito das escolas da cidade de São Francisco pelo presidente da província de Santa Catarina em julho de 1879.

A pastoral da época se dividia entre o vigário que administrava os Sacramentos e as Irmandades que conduziam a vida religiosa. Havia as Irmandades do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora do Rosário. Em 1881 o padre conseguiu renovar num espírito mais eclesial o Compromisso (Estatutos) da Irmandade do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora da Graça, aprovada pela Assembleia Legislativa com a Resolução n. 335 de 10 de maio de 1851.

Em 30 de abril de 1882 chegou a Desterro a bordo do vapor Gahyba, vindo de São Francisco. Já no dia 02 de maio de embarcou para a corte, que se localizava no Rio de Janeiro, a bordo do Paquete Rio Grande. No Rio participou da festa de São Pedro, na igreja de sua invocação, no dia 02 de julho. Uma festa com grande pompa e esplendor, houve missa cantada e orou ao Evangelho o padre-mestre José Herculano e a noite o padre-mestre João Manoel de Carvalho. Na ocasião foi eleita a administração para o ano compromissal da Venerável Irmandade de São Pedro dos anos de 1882 a 1883 e padre Nobrega foi eleito para compor a mesma como definidor graduado, cargo semelhante ao de conselheiro. Já para os anos de 1885 a 1886 foi eleito diretor graduado.

Igreja de São Pedro no Rio de Janeiro no final do século XIX (Foto de Marc Ferrez, 1890)

Com o falecimento do padre Joaquim Francisco Pereira Marçal em 01 de agosto de 1885, a freguesia do Senhor Bom Jesus do Paraty, atual Araquari, ficou vaga. Por falta de sacerdote ele passa então a acumular esta freguesia de 1886 a outubro de 1905.

Esforçou-se para receber bem o bispo diocesano Dom José de Camargo Barros na visita pastoral ocorrida em setembro de 1895, trazendo até a banda de música de Joinville.


Dom José de Camargo Barros (1858-1906)

Entre os dias 05 a 11 de julho de 1905, participou pela primeira vez em 48 anos de padre de um retiro espiritual do clero, realizado na Igreja de São Francisco, em Florianópolis, com a presença de Dom Duarte Leopoldo e Silva e de outros trinta padres.

Pe. Antonio no Retiro do Clero em Florianópolis, em 1905 (Pe. Besen, 2015)

Pe. Antonio em meio aos outros participantes do Retiro do Clero, em 1905 (Pe. Besen, 2015)

Numa chácara de propriedade do padre, em São Francisco, o Senhor José Gomes de Oliveira montou um engenho de beneficiar arroz movido por um motor de 6 cavalos. Todo o arroz beneficiado pertencia ao industrial Marcos Görresen, que exportava regular quantidade do cereal que possuía qualidade superior pelo seu esmerado preparo.

Em 1908 foi criada a diocese de Florianópolis e Dom João Becker, primeiro bispo, procurou colocar em prática o novo espírito pastoral do Concílio Plenário de 1899, passando de uma Igreja de Padroado para uma Igreja Tridentina. O Vigário deveria passar a enviar anualmente um relatório da vida paroquial, ocupando parte importante a catequese ministrada por ele. Obediente, em 1909 o padre ministrou 168 aulas de catecismo para 43 alunos.

Foi capelão da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, cujas origens se confundem com a própria cidade. Atento às necessidades da população, em 1909 conseguiu autorização para a venda de notável parte do patrimônio dela para a construção de um novo Hospital de Caridade, onde foi vigário.

Hospital de Caridade de São Francisco do Sul (atualmente fechado)

No ano de 1912 deu início às obras de reforma da capela de Nossa Senhora da Glória do Sahy, na atual Vila da Glória. As forças declinavam e, por motivo de doença, em janeiro de 1915 retirou-se para a vida privada, sendo cuidado pela esposa e pelos filhos. Passou então a atuar como vigário auxiliar e Frade Liborio Gresse assumiu como vigário.

Padre Nobrega na velhice (Arquivo da família apud Pe. Besen, 2015)

Faleceu em 05 de fevereiro de 1923, tendo recebido os Sacramentos, com 84 anos de vida e 61 de ministério presbiteral. Foi sepultado na Igreja Matriz de São Francisco do Sul, onde vivera grande parte do seu ministério. Deixou Theodora Leopoldina d’Assumpção como sua herdeira legatária, assim como os filhos.

Padre Antonio Francisco Nobrega foi homenageado como nome de Rua e do Museu de Arte Sacra em São Francisco do Sul.



Referências


GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Album do Estado de Santa Catharina. Florianópolis, 1905, p.130.

JORNAL A NAÇÃO. Rio de Janeiro, 1874.

JORNAL A REGENERAÇÃO. Desterro.

JORNAL CONSERVADOR. Desterro.

JORNAL GAZETA DE JOINVILLE. Joinville.

JORNAL O APÓSTOLO. Rio de Janeiro.

JORNAL O CONCILIADOR CATHARINENSE. Desterro, 26 set. 1849.

JORNAL O DESPERTADOR. Desterro.

JORNAL O ESTADO. Florianópolis, 06 fev. 1923.
NASCIMENTO, Antonio Roberto. Os Carvalhos Buenos: Pesquisa genealógica. Guaxupé: Nossa Senhora Aparecida, 2004.

NOVO MILÊNIO. Santos.
                    
OLIVEIRA, Ricardo Costa de. Ancestors of Ricardo Costa de Oliveira. Ahnentafel Chart for Ricardo Costa de Oliveira. 24 jul. 2010.

SANTOS, Haroldo Pacheco da Silveira. Curiosidades genealógicas para pesquisas.